Boas vindas!

Sejam bem-vindas, sejam bem-vindos!
Deixem seus comentários, suas sugestões e, principalmente, suas críticas.
Este blog poderá se tornar uma grande ferramenta para todos nós.
Por isso sua contribuição é fundamental.
Abraço,
Leonardo

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Projeto de lei prevê detenção para quem pratica trote violento

Os recentes atos de violência que aconteceram em São Paulo e Goiás retomaram as discussões no país sobre a prática de trotes na universidades. Após 14 anos em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 1.023 de 1995, que criminaliza o trote violento, está pronto para ir à votação pelo Plenário, em regime de urgência, dependendo apenas da priorização dos deputados.

O projeto e mais 15 anexos consideram como contravenção penal os casos de trote estudantil,  quando esses atos submetem alguém à situação ridícula ou ofensiva. Como punição, o texto prevê detenção de um a cinco meses e multa que varia de R$ 100 a R$ 500.

Para a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, o ato violento deve ser combatido. “É necessário que haja a punição desses trotes violentos e humilhantes para que não seja uma tradição nacional. O trote deve ser um momento de incluir o estudante na comunidade acadêmica. Não é necessário criminalizar o trote, mas os crimes realizados no momento do trote”.

Lúcia cita a campanha Trote Cidadão, realizada pela UNE em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco), que incentiva a integração entre os calouros e veteranos. A iniciativa propõe formas alternativas de recepção dos calouros e repudia ações violentas nas universidades. 

“O trabalho que fazemos integra a ação da Unesco chamada Oito Formas de Mudar o Mundo. Distribuímos materiais de conscientização aos veteranos em novembro e damos sugestões de trotes que beneficiem à comunidade como coleta seletiva de lixo e doações de sangue”, relata a presidente da UNE.

A Universidade de São Paulo (USP) criou há dez anos o Disque-Trote. Os alunos que se sentem agredidos com os trotes devem ligar para o telefone 0800-0121090 e denunciar o caso. Segundo o responsável pelo programa, professor Oswaldo Crisello Junior, houve uma grande redução no número de denúncias. A natureza das ocorrências também mudou.

“Hoje as queixas são sobre atividades que os alunos foram obrigados a participar, a pintura de calouros ou o corte de calças, mas fatos mais agressivos são mais raros”, destaca Crisello Junior. 

A professora Suely Guimarães, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), lembra que o trote muitas vezes causa traumas ao jovem agredido que exigem tratamento demorado e que podem deixar reflexos até mesmo na idade adulta.

“O aluno quando passa no vestibular já está sob estresse, a frustração que um trote violento gera pode ser recuperável ou não. Em muitos casos é necessário o tratamento medicamentoso”, afirma Suely.

Segundo a psicóloga, é preciso destacar transformações sociais verificadas nos últimos anos, como mudanças no ambiente familiar. As crianças não são mais criadas livres, mas de forma reclusa, e o grande socializador tem sido o computador. Outro fator que pode influenciar o comportamento dos jovens é a ausência dos pais em casa, por causa do trabalho. Como conseqüência, tem sido cada vez mais comum jovens procurarem atividades que geram emoção e adrenalina, e, para isso, alguns chegam a usar drogas.

“Trotes violentos acontecem algumas vezes de forma acidental, ou pelo uso de drogas, mas não podemos descartar o caráter sádico de alguns jovens portadores de desvio de conduta. É importante que os pais e professores estejam atentos e observem o comportamento de seus filhos e alunos e, se necessário, devem procurar ajuda”, orienta a psicóloga.

(Com informações da Agência Brasil)

Fonte: Correio (http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=18891&mdl=27), em 15 de fevereiro de 2009.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Aos 200 anos, Darwin é atual na prova de biologia

Você deve ter reparado. Nesta semana, o aniversário de 200 anos de nascimento do naturalista inglês Charles Darwin esteve em toda a parte: em programas de TV, exposições, capas de revista e provavelmente na sua prova de vestibular. Por que tanta pompa em torno da data? Porque Darwin revolucionou a ciência com a Teoria da Seleção Natural.

» Turbinada, teoria é assunto de prova

Em suas pesquisas, Darwin concluiu que os indivíduos são selecionados pelo ambiente no qual vivem, ou seja, a cada geração de seres vivos, a seleção natural favorece a permanência das características adaptadas àquele ambiente onde eles vivem.

Conforme o professor de biologia do Anglo Vestibulares Armenio Uzunian, neste ano, em praticamente todos os grandes vestibulares, o darwinismo foi abordado. "De modo geral, as questões abordaram o darwinismo, a Teoria da Seleção Natural proposta por Darwin e algumas delas fizeram uma comparação entre darwinismo e lamarckismo", avisa. O lamarckismo, diferentemente do darwinismo, defende que o indivíduo se modifica conforme o ambiente.

O vestibulando também deve conhecer o neodarwinismo, decorrentes das descobertas da genética de Mendel, que explica a transmissão pelos genes dos caracteres hereditários. "Deve, ainda, conhecer os principais passos do processo de especiação - isolamento geográfico, ação do meio na seleção dos mais adaptados, ocorrência de mutações e recombinação gênica e, por fim, o isolamento reprodutivo", enumera Uzunian.

Fique de olho também em questões que combinam recentes descobertas genéticas às teorias de Darwin. "Uma banca experiente sempre faz isso, principalmente ao questionar as causas da variabilidade entre os seres vivos de uma espécie. O assunto DNA sempre esteve presente nos vestibulares e, ao ser relacionado à evolução biológica, revela o interesse dos examinadores na capacidade do vestibulando de integrar conhecimentos da área", avisa o professor do Anglo.

Fonte: Terra (http://noticias.terra.com.br/vestibular/interna/0,,OI3513998-EI11634,00-Aos+anos+Darwin+e+atual+na+prova+de+biologia.html), em 14 de fevereiro de 2009.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Genoma põe em dúvida 'namoro' entre neandertais e humanos modernos


Reconstrução de criança neandertal (Foto: Instituto Antropológico da Universidade de Zurique/Divulgação)

Leitura do DNA dos hominídeos extintos teve primeira divulgação nos EUA.
Pesquisadores, porém, mantiveram a maior parte dos dados em sigilo.
Se é que os primeiros humanos modernos e os neandertais alguma vez acasalaram, foi um flerte rápido, sem grandes consequências para a história da nossa espécie. A conclusão um tanto anticlimática é um dos resultados do sequenciamento (leitura) do genoma, ou conjunto do DNA, dos neandertais, projeto cuja conclusão foi anunciada ontem durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

No entanto, a equipe responsável pelo projeto, coordenada pelo sueco Svante Paäbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), preferiu esconder um pouco o jogo por enquanto, na expectativa de divulgar a versão completa dos dados num artigo científico a ser publicado nos próximos meses.

 

De acordo com o jornal "The New York Times", Paäbo e companhia se dispuseram a confirmar que aparentemente não há sinais de material genético originalmente neandertal incorporado no genoma humano moderno. Isso significa que, se as espécies produziram híbridos, o processo não foi importante para a evolução do Homo sapiens. No entanto, ainda é possível que o processo tenha funcionado ao inverso, com genes modernos sendo incorporados pelos neandertais via cruzamento. Para ter certeza absoluta, os pesquisadores pretendem obter o genoma de outros indivíduos da espécie extinta, já que o DNA "lido" por elas veio de um único espécime.

 

Os pesquisadores também confirmaram que um gene importante para a linguagem, o FOXP2, é aparentemente igual em neandertais e humanos. Isso pode indicar que eles eram tão capazes de falar quanto nós, embora outros genes estejam envolvidos na faculdade da linguagem.


Fonte: G1 (http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1000439-5603,00-GENOMA+POE+EM+DUVIDA+NAMORO+ENTRE+NEANDERTAIS+E+HUMANOS+MODERNOS.html), em 13 de fevereiro de 2009.

Cientistas dizem que alguns animais planejam o futuro


Nos últimos 20 anos, houve uma grande revolução na compreensão da inteligência dos animais

CHICAGO, EUA - Macacos fazem contas de cabeça, pombos são capazes de entender quando uma imagem não faz parte de um conjunto. Seres humanos podem não ser os únicos animais que planejam para o futuro, dizem pesquisadores que apresentaram seus estudos mais recentes sobre a capacidade mental dos animais.

 

linkCorvos reconhecem a própria imagem no espelho, diz estudo

linkMacacos também sabem fazer contas de cabeça

 

"Eu diria que nós humanos deveríamos manter nossos egos sob controle", disse Edward A. Wasserman, da Universidade de Iowa, na reunião anual da Associação Americana para o progresso da Ciência (AAAS).

 

Wasserman, um pesquisador de psicologia experimental, disse que, como as pessoas, pombos e babuínos são capazes de identificar quais figuras são similares, como triângulos e pontos, e quais são diferentes. Esta é a definição de conceito, disse ele, "e os animais passaram com louvor".

 

Ele falou em um simpósio sobre Esperteza Animal, onde pesquisadores discutiram as últimas descobertas sobre as capacidades mentais dos animais.

 

Nos últimos 20 anos, houve uma grande revolução na compreensão dos animais, acrescentou  Nicola S. Clayton, professora de cognição comparativa da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Animais não só usam ferramentas, como ainda guardam-nas para usar no futuro, acrescentou.

 

"Planejar para o futuro já foi visto como algo único dos humanos", disse ela. "Agora sabemos que não é verdade".

 

Por exemplo, disse ela, corvos já foram vistos guardando comida para o dia seguinte e, até mesmo, descobrindo meios de impedir que a reserva fosse roubada.

 

Falando sobre a inteligência dos corvos, Alex Kacelnik, professor de ecologia comportamental da Universidade de Oxford, destacou "o mestre no uso de ferramentas do mundo das aves", o corvo da Nova Caledônia.

 

Esses pássaros não só já foram vistos usando ferramentas, como fabricando seus instrumentos, torcendo e dobrando pedaços de fio para retira comida de locais inacessíveis.

Jessica Cantlon, da Universidade Duke, chamou atenção para o fato de que o "senso de número" aparece na evolução compartilhada de muitas espécies de primatas. Por  exemplo, crianças humanas são capazes de, depois de ver o mesmo número de objetos aparecer em diferentes configurações, notar quando o número muda. Macacos fazem o mesmo.

 

Além disso, universitários e macacos parecem ter o mesmo nível de capacidade de estimar a soma total de dois conjuntos, sem contá-los elemento a elemento. Cientistas agora estudam se macacos são capazes de apreender o conceito de zero.


Fonte: O Estadão (http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid323512,0.htm), em 13 de fevereiro de 2009.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Operação do Ibama apreende animais em aeroportos

Uma operação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu em uma semana 51 arraias e 30 cascudos, nos aeroportos de São Paulo e Belém, que seriam levados ilegalmente para a Inglaterra, Japão e Malásia.

Durante a ação desta terça-feira (11) em conjunto com a Receita Federal e com o Ministério da Agricultura, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, sete arraias de água doce, possivelmente de espécie ainda não catalogada, e 30 cascudos, foram apreendidos. Os animais seriam enviados para a Inglaterra. A empresa responsável pela exportação foi multada em mais de R$ 100 mil.

Uma outra carga apreendida, com 38 arraias, seria exportada para o Japão. A fiscalização constatou que alguns animais estavam com o tamanho acima do permitido.

Na semana passada, fiscais do Ibama apreenderam uma arraia com tamanho superior ao permitido, durante fiscalização no embarque do Aeroporto Internacional de Belém, de onde seria exportada por uma empresa local, com mais outras cinco arraias para Kuala Lampur (Malásia). A empresa exportadora foi multada em R$ 3.020,00.

Fonte: JC Online (http://jc.uol.com.br/2009/02/12/not_191849.php), em 12 de fevereiro de 2009.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Célula-tronco pode reverter dano neurológico causado por esclerose


São Paulo - Estudo do Departamento de Medicina da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, com a participação de especialistas brasileiros, conseguiu reverter déficits neurológicos em pacientes com esclerose múltipla progressiva utilizando células-tronco, de acordo com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo(Fapesp). As células foram usadas para “reinicializar” seus sistemas imunológicos, retrocedendo os danos em estágios iniciais da doença.

A maioria dos pacientes com esclerose múltipla, doença neurológica crônica, tem episódios que são geralmente reversíveis. No entanto, de 10 a 15 anos após o início da doença, a maior parte dos pacientes desenvolve esclerose múltipla progressiva, com danos neurológicos graduais e irreversíveis. A pesquisa envolveu 21 pacientes, com idades entre 20 e 53 anos, submetidos ao tratamento entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2005. Os voluntários apresentaram melhoria em andar, na força nos membros, na coordenação muscular e visão.

A pesquisa, que será publicada na edição de março da revista The Lancet Neurology, conta com os brasileiros Julio Cesar Voltarelli, do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fapesp. O estudo foi liderado por Richard Burt, que já colaborou com Voltarelli em pesquisa sobre uso de células-tronco em pacientes com diabetes tipo 1. Os especialistas iniciarão nova fase da pesquisa com número maior de pacientes.

Antagonismo entre religião e ciência marca vida e obra de Darwin


Redação Central, 11 fev (EFE).- O naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), grande nome do evolucionismo e do pensamento moderno, representa, como poucos, o antagonismo entre religião e ciência, uma dualidade que não ficou restrita às suas obras e esteve presente também em sua própria vida.


Principal idealizador da teoria da evolução através da seleção natural, confirmada mais de um século depois pela genética, Darwin, que estudou para ser clérigo, foi e até hoje é questionado por ter atribuído à natureza faculdades que muitos consideravam e consideram exclusivamente divinas.


Popularmente, Darwin é conhecido como o cientista que descobriu que o homem descende do macaco, uma contraposição à versão bíblica que diz que Deus fez o ser humano a sua imagem e semelhança a partir de um punhado de terra.


Darwin acreditava que toda a vida na Terra evoluiu durante milhões de anos a partir de poucos ancestrais comuns e que, por meio de um mecanismo de seleção natural, chegou-se às espécies que hoje povoam o planeta.


Nascido em 12 de fevereiro de 1809, na cidade inglesa de Shrewsbury, dentro de uma família rica, Charles Robert Darwin desde pequeno mostrou grande interesse pelas ciências naturais.


Em 1825, seguindo os passos de seus pai e avô, começou a estudar para ser médico, mas, após dois anos, largou a faculdade de medicina e decidiu tentar ser ministro da Igreja da Inglaterra em Cambridge.


Mais interessado na natureza do que na teologia, começou a assistir voluntariamente às aulas do botânico e entomologista John Henslow, que acabou se tornando uma figura decisiva para que chegasse a ser quem foi, e não um clérigo rural como seu pai desejava.


Graças a Henslow, Darwin teve, aos 22 anos, a oportunidade de se integrar como naturalista voluntário à expedição comandada pelo capitão Robert FitzRoy a bordo da embarcação HMS Beagle.


O barco zarpou de Davenport em 27 de dezembro de 1831 e retornou à Inglaterra em 2 de outubro de 1836.


Nesses quase cinco anos de aventuras, Darwin conheceu as ilhas dos Açores e Cabo Verde, as costas da América do Sul, as Ilhas Galápagos, o Taiti, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul, entre outros lugares.


Depois, começou sua "segunda vida", como ele mesmo definiu, dedicada à pesquisa e à ciência.


Ao voltar à Inglaterra, passou a trabalhar em um diário da viagem, que foi publicado em 1839, no mesmo ano em que se casou com sua prima Emma Wedgwood, e também começou a elaborar textos sobre suas observações geológicas e zoológicas.


Por sua cabeça já passavam algumas das ideias que, anos mais tarde, desenvolveu e publicou em "A Origem das Espécies" (1859).


Embora tenha tido consciência de que, "no final, tinha conseguido uma teoria com a qual trabalhar", durante vários anos se absteve de escrever até mesmo um esboço de suas ideias.


Acredita-se que isso se deva ao medo de escândalo e preconceitos, mas alguns também atribuem ao fato de que o cientista não queria ferir os sentimentos da mulher, uma cristã devotada.


Em 1842, redigiu 35 páginas, que aumentaram a 230 em 1844, mas só no começo de 1856 passaria a escrever a obra que lhe traria fama universal e despertaria a repulsa dos defensores da outrora dominante teoria criacionista, conforme contada pela Bíblia.


Em meio à tarefa, recebeu do pesquisador britânico Alfred Russell Wallace um breve manuscrito com uma teoria da evolução por seleção natural que coincidia com a sua.


Darwin não queria parecer um usurpador e esteve a ponto de esquecer para sempre sua teoria.


No entanto, se acabou buscando uma solução salomônica que satisfez ao próprio Wallace: resumir o texto de Darwin e apresentá-lo à Linnean Society junto com o trabalho do outro pesquisador e um trecho de uma carta de 1857 na qual constava um esboço da teoria darwiniana.


Após a apresentação e em só 13 meses e dez dias, foi redigida a obra "Sobre a origem das espécies através da seleção natural ou a preservação de raças favorecidas na luta pela vida".


No mesmo dia em que o livro foi lançado, em 24 de novembro de 1859, os 1.250 exemplares se esgotaram e, posteriormente, foi necessário fazer seis edições sucessivas.


Em 1860, o bispo Samuel Wilberforce ridicularizou as teses evolucionistas em uma sessão em Oxford, e com o mesmo brilho o zoólogo Thomas Henry Huxley defendeu a teoria de Darwin, que se manteve à margem da controvérsia.


Na época, o naturalista já era uma celebridade e há muitos anos tinha abandonado Londres para se instalar em Down, em pleno campo inglês, onde nasceu grande parte de seus dez filhos, dos quais só sete chegaram à idade adulta.


Em 1871, alimentou a polêmica criada com "A Origem das Espécies" com a publicação de "A Descendência do Homem e a Seleção em Relação ao Sexo", onde defendia a teoria da evolução do homem a partir de um animal similar ao macaco.


Foi membro da Real Sociedade (1839) e da Academia Francesa das Ciências (1878), e os últimos dez anos de sua vida foram dedicados às diversas pesquisas no campo da botânica.


Darwin morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 19 de abril de 1882, e está enterrado na abadia de Westminster, como outros britânicos ilustres.


Lady Elizabeth Reid Hope, uma evangelizadora cristã, afirmou em 1915 que esteve com Darwin pouco antes de sua morte e que ele estava arrependido de suas teorias e reconhecia Jesus Cristo como o salvador da humanidade, mas sua família negou isso e hoje a afirmação é considerada lenda urbana.


Fonte: G1 (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL996837-6174,00-ANTAGONISMO+ENTRE+RELIGIAO+E+CIENCIA+MARCA+VIDA+E+OBRA+DE+DARWIN.html), em 11 de feveriro de 2009.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Conselho de medicina pode punir equipe que praticou eutanásia em Eluana


Roma, 10 fev (EFE).- O conselho de medicina de Udine, nordeste da Itália, abriu um processo disciplinar contra a equipe que ajudou a praticar a eutanásia em Eluana Englaro, a italiana que ficou 17 anos em estado vegetativo.

O presidente desse órgão, Luigi Conte, explicou hoje que se trata de um "procedimento rotineiro" quando ocorrem estes casos.

Conte intimou para depor na próxima quinta-feira o anestesista Amato De Monte, responsável pela equipe médica que voluntariamente se ofereceu para executar a sentença do Supremo Tribunal que permitia à família de Eluana ajudá-la a morrer.

Após falar com De Monte, o conselho de medicina de Udine decidirá se abrirá um sumário sobre o caso para estudar possíveis sanções.

Eluana Englaro, que tinha 38 anos, morreu na segunda-feira às 19h35 (16h35 de Brasília) no quarto dia de jejum total e após passar 17 anos em estado vegetativo, segundo o atestado de óbito assinado pela clínica La Quiete de Udine, onde foi internada em 2 de fevereiro.

No passado, o conselho de medicina de Cremona, norte do país, decidiu abrir um procedimento disciplinar contra o anestesista Mario Riccio, que, em 2006, desligou os aparelhos que mantinham vivo Piergiorgio Welby, que sofria de esclerose múltipla.

O órgão acabou decidindo arquivar o caso, por não considerar que esse gesto representasse uma violação do código deontológico.

Fonte: Abril (http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/conselho-medicina-pode-punir-equipe-praticou-eutanasia-eluana-264712.shtml), em 10 de fevereiro de 2009.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Em 10 anos, todos os recém-nascidos terão mapas genéticos

Iniciativa ressurgiu com barateamento dos processos de leitura genética; questões éticas são grandes barreiras


LONDRES - Em menos de dez anos, todos dos recém-nascidos terão seu próprio mapa genético, o que permitirá detectar o risco de enfermidades de causa genética, adiantando o tratamento, segundo disse a Illumina, a maior empresa de biotecnologia do mundo.

 

O CEO da empresa, Jan Flatley, assegurou em uma entrevista ao jornal The Times que, dentro de uma década, será tecnicamente possível ler o genoma de cada recém-nascido, o que levará a uma "revolução" no diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares, do câncer e da diabete.

 

Esta iniciativa ressurgiu com o barateamento dos processos de leitura genética.

 

Enquanto em 2001 a elaboração de um mapa genético completo custava cerca de US$ 4 milhões, agora o preço gira em torno de US$ 149 mil.

 

No entanto, este projeto poderá ser adiado, admite Flatley, por motivos éticos e legais, por conta de desconfianças sobre a privacidade e segurança de dados tão pessoais.

 

O conhecimento do genoma pode dar lugar a abusos, diz Flatley, já que a informação que se obtém pode ser comunicada a empregadores e seguradoras, devendo-se "criar uma legislação que proteja o indivíduo."

 

Ainda assim, o CEO da Illumina aponta que "não se pode garantir a privacidade 100%."


Fonte: O Estadão (http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,em-10-anos-todos-os-recem-nascidos-terao-mapas-geneticos,320932,0.htm), em 09 de fevereiro de 2009.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Há 200 anos, ideias de Darwin causam temor

Na semana em que se comemora o bicentenário de nascimento de Darwin e, por coincidência, no ano do sesquicentenário da publicação de seu livro mais célebre, A Origem das Espécies, como explicar a persistente má vontade para com suas teorias em países que abrigam as melhores universidades e costumam ganhar a maiorias dos prêmios Nobel nas categorias científicas?

Charles Darwin é um paradoxo moderno. Não do ponto de vista da ciência, área em que seu trabalho é plenamente aceito e celebrado como ponto de partida para um grau de conhecimento sem precedentes sobre os seres vivos. Sem a teoria da evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e a biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O enigma reside na relutância, quase um mal estar, que suas idéias causam entre um vasto contingente de pessoas, algumas delas fervorosamente religiosas, outras nem tanto.

Veja o que ocorre nos Estados Unidos. O país dispõe das melhores universidades do mundo, detém metade dos cientistas premiados com o Nobel e registram mais patentes do que todos os seus concorrentes diretos somados. Ainda assim, só um em cada dois americanos acredita que o homem possa ser produto de milhões de anos de evolução.

Outros pilares da ciência moderna, como a lei da relatividade, de Albert Einstein, não suscitam tanta desconfiança e hostilidade. Raros são aqueles que se sentem incomodados diante da impossibilidade de viajar mais rápido que a luz ou saem à rua em protesto contra a afirmação de que a gravidade deforma o espaço-tempo. Evidentemente, o núcleo incandescente da irritação causada por Darwin tem conotação religiosa.

A teoria da evolução de Darwin usa o termo em sua conotação científica. Neste caso, a teoria é uma síntese de um vasto campo de conhecimentos formado por hipóteses que foram testadas e comprovadas por leis e fatos científicos. Ou seja, uma linha de raciocínio comprovada por evidências e experimentos. Por isso, quando é ensinado numa aula de religião, o Gênese está em local apropriado. Colocado em qualquer outro contexto, só serve para confundir os estudantes sobre a natureza da ciência.

Hoje, os biólogos se dedicam a responder questões ainda em aberto no evolucionismo, como quais são exatamente as mudanças genéticas que provocam as adaptações produzidas pela seleção natural. É espantoso que, enquanto continuam a desbravar territórios na ciência, as idéias de Darwin ainda despertem tanto temor.