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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mulher com raro tipo de Alzheimer não reconhece filha recém-nascida

 Rebecca Doig teve doença diagnosticada ao mesmo tempo em que soube que estava grávida.
Rebecca foi descrita pelo marido como 'alegre e extrovertida'. (Foto: Arquivo pessoal)

Uma australiana de 31 anos de idade, que sofre de uma rara forma do Mal de Alzheimer, não consegue reconhecer a própria filha, uma menina saudável nascida na semana passada.
Rebecca Doig foi diagnosticada com a doença em agosto de 2009, quando os exames também mostraram que ela estava grávida. 
 Segundo jornais australianos, acredita-se que ela seja a única mulher a ter sido diagnosticada com esta forma da doença - semelhante à que atinge os idosos - causada por mutações no gene PSEN1.
Desde que a filha, Emily Rebecca Doig, nasceu, a mãe não consegue cuidar da bebê e sequer conseguiu segurá-la.
Os primeiros sintomas da doença começaram a surgir em 2008, quando Rebecca esquecia onde tinha colocado a bolsa ou as chaves de casa.
Depois de perder vários empregos por "cometer erros", a jovem passou a se consultar com um psiquiatra e foi diagnosticada com depressão.
Mas sua condição continuou se deteriorando e ela foi diagnosticada com Alzheimer ao mesmo tempo em que soube que seria mãe.
Atualmente, Rebecca Doig precisa de cuidados 24 horas por dia. Seu marido, Scott Doig, disse à imprensa australiana que ela perdeu a memória recente e as emoções.
"Seus lobos frontal, parietal e temporal encolheram", disse ele ao jornal local Hornsby and Upper North Shore Advocate.
Scott Doig descreveu a filha como um "milagre". "Emily é perfeita", disse ele à mídia. "Ela é uma coisinha linda e muito saudável".
A gravidez foi tranqüila e a Emily nasceu de cesariana, pesando 2,82 quilos, na última terça-feira.
O pai, que já cuida da mulher, agora também tem que aprender a cuidar da bebê recém-nascida.
"O caminho daqui para a frente será extremamente difícil, não há dois modos de se ver isso", disse ele, que descreve Rebecca como sendo uma pessoa alegre e extrovertida antes da doença.
A bebê Emily não herdou da mãe o defeito genético que causa a doença.
(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1565698-5603,00-MULHER+COM+RARO+TIPO+DE+ALZHEIMER+NAO+RECONHECE+FILHA+RECEMNASCIDA.html, em 12 de abril de 2010.)

Com raios X, cientistas tentam desvendar cérebro humano de 2 milhões de anos

Espécie 'Australopithecus sediba' foi encontrada na África do Sul.
Exame empregado por europeus consegue 'ver' o que há dentro do fóssil.

Pesquisadores europeus estão usando aparelhos de raio X de última geração para tentar encontrar indícios de como era o cérebro de um ancestral do homem de cerca de 2 milhões de anos, encontrado recentemente na África do Sul e batizado de Australopithecus sediba.

 Por causa das boas condições do esqueleto – e porque os paleoantropólogos não retiraram o material que havia dentro do crânio – cientistas franceses se animaram em fazer um exame de microtomografia usando raios X síncroton. (Foto: ESRF/Divulgação) 

Com essa técnica, é possível "ver" o que há dentro de um bloco fossilizado. A imagem formada, de alta resolução, mostra detalhes mil vezes menores do que um milímetro.
Os cientistas ainda não divulgaram quais foram as descobertas que puderam fazer usando o raio X, mas já adiantaram que conseguiram detectar até ovos de insetos que provavelmente foram depositados na pele do hominídeo após a sua morte. 
(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1565968-5603,00-COM+RAIOS+X+CIENTISTAS+TENTAM+DESVENDAR+CEREBRO+HUMANO+DE+MILHOES+DE+ANOS.html, em 12 de abril de 2010.)

Novos testes podem confirmar eficácia de vacina contra câncer de pele

Cientistas fazem 3ª etapa de testes com vacina contra herpes usada contra melanomas.
Cientistas dos Estados Unidos estão iniciando novos testes com uma vacina normalmente utilizada para combater o herpes e que mostrou ter efeitos positivos no tratamento do melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele.
Os especialistas do centro médico da Rush University, em Chicago, já realizaram duas fases de testes com a vacina, chamada OncoVEX.
Na segunda fase, dos 50 pacientes submetidos ao tratamento, oito se recuperaram completamente do câncer, enquanto outros quatro tiveram uma reação positiva parcial e puderam se curar com uma cirurgia.
Pacientes com estágios avançados do câncer de pele costumam ter um prognóstico ruim de sobrevivência. Por isso, tal resultado foi considerado bom pelos cientistas.
"Atualmente existem poucas alternativas de tratamento para pacientes com melanoma avançado, nenhuma delas satisfatórias. Por isso oncologistas ficaram muito animados com os resultados obtidos", disse Howard Kaufman, diretor do programa de câncer da Rush University e chefe da equipe que realiza os testes.
   Descoberta acidental
Cientistas descobriram que a OncoVEX tinha efeito sobre tecido canceroso quando a vacina foi acidentalmente aplicada em uma amostra de células de tumor.
A vacina inclui um vírus que foi modificado e convertido em um agente que atinge essas células sem afetar células saudáveis.
A droga também possui agentes biológicos que ajudariam a resposta do sistema imunológico ao melanoma.

Segundo, a Rush University, a vacina é injetada diretamente nas lesões.
"O que nos surpreendeu e incentivou foi o fato de a vacina ter funcionado não somente nas células injetadas, mas também em lesões em outras partes do corpo que não poderíamos alcançar", afirmou Kaufman.
"A vacina gerou uma resposta imunológica que circulou pela corrente sanguínea até locais remotos."
A terceira fase dos testes deve envolver 430 pacientes em todos os Estados Unidos. Cada um vai receber uma injeção nos tumores a cada duas semanas por até 24 sessões, e será acompanhado por dois anos.
O melanoma é o tipo mais raro, mas mais letal de câncer de pele, por causa da alta possibilidade de metástase.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer brasileiro, em 2008 houve uma média de aproximadamente 6 mil novos casos, entre homens e mulheres.
(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1566298-5603,00-NOVOS+TESTES+PODEM+CONFIRMAR+EFICACIA+DE+VACINA+CONTRA+CANCER+DE+PELE.html, em 12 de abril de 2010.)

sábado, 10 de abril de 2010

Empatia e violência passam pelos mesmos circuitos no cérebro, diz estudo

Estímulos em uma direção reduziriam a atividade contrária.
‘Encorajar empatia também é processo biológico’, avalia cientista.
 
 Love and peace mode on - Impulsos de agressão e empatia passam pelos mesmos circuitos neuronais (Foto: reprodução)

Estudo publicado na edição mais recente da “Revista de Neurología” afirma que córtex pré-frontal e temporal, amígdala cerebral e outras estruturas do sistema límbico são palco de impulsos neuronais vinculados tanto à violência quanto à empatia. Segundo o pesquisador Luis Moya Albiol, do Fundação Espanhola para Ciência e Tecnologia, esses circuitos cerebrais sobrepõem sinais agressivos e solidários “de um modo supreendente”.

 Leia também:

"Todos sabemos que encorajar a empatia tem um efeito inibidor sobre a violência, mas isso pode não ser apenas uma questão social, mas também biológica”, afirma Albiol. O estímulo dos circuitos em uma direção reduziria a atividade em outro sentido. Assim, seria biologicamente mais difícil para um cérebro empático comportar-se de modo violento.
 Técnicas para mensurar a atividade cerebral humana "in vivo", como a ressonância magnética funcional, têm tornado possível vislumbrar novas estruturas que regulam comportamentos e processos psicológicos.

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1564901-5603,00-EMPATIA+E+VIOLENCIA+PASSAM+PELOS+MESMOS+CIRCUITOS+NO+CEREBRO+DIZ+ESTUDO.html, em 10 de abril de 2010.)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Menino que tinha 31 dedos deve ter alta do hospital na segunda-feira

Chinês de 6 anos tinha 15 dedos nas mãos e 16 nos pés.
Médicos extraíram dedos extras no último dia 23.
O hospital de Shenyang, na província chinesa de Liaoning, apresentou nesta quinta-feira (8) o menino que retirou no dia 23 de março 5 dedos das mãos e 6 dos pés. Ele deve ter alta do hospital na segunda-feira (12), informou o jornal “China Daily”. Segundo especialistas, uma mutação genética causou a anomalia. (Foto: China Daily via Reuters)

Garoto com caso severo de polidactilia será operado na China (Foto: Reuters)

Médicos contabilizam a pequena protuberância que se vê na mão à direita na foto. Observe que o primeiro dedo tem 'duas pontas' em formação. A soma dá 15 (Foto: Reuters)

Garoto terá alta do hospital na segunda-feira (12) (Foto: China Daily via Reuters)

Cirurgia ocorreu no dia 23 do mês passado (foto: China Daily via Reuters)

Mutação genética causa esse tipo de má-formação (Foto: China Daily via Reuters)

Leia também:

Dedos a mais são frequentes entre casos de má-formação genética, dizem estudos

(FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1562139-5603,00-MENINO+QUE+TINHA+DEDOS+DEVE+TER+ALTA+DO+HOSPITAL+NA+SEGUNDAFEIRA.html, em 08 de abril de 2010.)

Cientistas da África do Sul anunciam descoberta de novo ancestral do homem

Fêmea adulta e macho adolescente caíram em fosso há 2 milhões de anos.
‘Australopithecus sediba’ traz pistas de período pobre em registros fósseis.

Crânio do primeiro indivíduo localizado, o U.W. 88-50 (MH 1), no sítio de Malapa, África do Sul (Foto: Brett Eloff, cortesia de Lee Berger e da Universidade de Witwatersrand)

Os fósseis de uma fêmea com cerca de 30 anos de idade e um garoto com cerca de 13 que morreram ao cair em um fosso de 50 metros, possivelmente no meio de uma tempestade, revelam um novo ancestral da espécie humana. Batizada de Australopithecus sediba, trata-se de uma espécie de hominídeo que revela dados inéditos de um período da história até hoje carente de vestígios fósseis. Os achados ocorreram no sítio de Malapa, na África do Sul, uma região rica em cavernas que é revirada pela ciência desde 1935.
Leia também:

Cientistas encontram mais antigo ancestral humano na Etiópia


Crânio do primeiro indivíduo localizado, o U.W. 88-50 (MH 1), no sítio de Malapa, África do Sul (Foto: Brett Eloff, cortesia de Lee Berger e da Universidade de Witwatersrand)

Os cientistas Lee Berger e Paul Dirks, ambos da Universidade Witwatersrand, em Johannesburgo, descobriram os primeiros esqueletos em agosto de 2008. Contaram com sorte de criança: Matthew, filho de Berger com apenas 9 anos à época, foi o primeiro a achar um pedaço (a clavícula) do antepassado humano. Berger, que fez pós-doutorado só para estudar clavículas, percebeu na hora que estava diante de uma grande descoberta para a paleoantropologia.

Crânio do primeiro indivíduo localizado, o U.W. 88-50 (MH 1), no sítio de Malapa, África do Sul (Foto: Brett Eloff, cortesia de Lee Berger e da Universidade de Witwatersrand)

Tanto a fêmea quanto o adolescente têm cerca de 1,30 metro. Com os ossos da dupla, os cerca de 60 cientistas envolvidos na escavação localizaram uma grande quantidade de fósseis de animais em um estado de conservação inédito: roedores, coelhos, um antílope e até um felino dente-de-sabre.

Crânio do 'Australopithecus sediba' (crédito: Brett Eloff, cortesia de Lee Berger e da Universidade de Witwatersrand)

Os australopitecos – do latim australis, “do sul”, e do grego pithekos, “macaco”) formam um gênero de diversos hominídeos extintos, bastante próximos aos do gênero Homo. O Australopithecus africanus, datado em 2,5 milhões a 2,9 milhões de anos, tem sido considerado o ancestral direto do gênero Homo (das espécies Homo habilis, Homo rudolfensis e Homo erectus, nessa ordem). Agora, o Au. sediba (sediba significa "fonte"), datado em 1,78 milhão a 1,95 milhão de anos, se candidata a ocupar esse posto.

A região conhecida como Berço da Humanidade, na África do Sul, onde fica o sítio fossilífero de Malapa (Foto: cortesia de Paul Dirks)

Em teleconferência na quarta-feira (7), Berger contou que haverá um concurso na África do Sul para que estudantes escolham o nome do "ancestral adolescente". "Será parte de uma campanha de educação científica."

Ele também revelou que o grupo encontrou pelo menos outros dois indivíduos no mesmo sítio. Como as escavações ainda estão sendo realizadas, Berger não quis dar mais detalhes.

Os artigos "Australopithecus sediba: a New Species of Homo-like Australopith from South Africa" e "Geological Setting and Age of Australopithecus sediba from Southern Africa" serão publicados na edição de sexta-feira (9) da revista “Science”.

Esquema publicado no artigo que sai na revista 'Science' desta semana explica como a dupla perdeu a vida (crédito: reprodução Science)

(FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1560838-5603,00.html, em 09 de abril de 2010.)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Descobertos organismos que passam a vida sem oxigênio no fundo do mar

Ciência considerava que só micróbios e vírus poderiam sobreviver assim.
São 3 espécies, localizadas a 3 km de profundidade no Mar Mediterrâneo.

Oxigênio pra quê? Organismo ainda não batizado vive a 3 km de profundidade (Foto: Roberto Danovaro, Universidade Politécnica de Marche / BMC Biology)

Um “estilo de vida” sem oxigênio era considerado exclusividade de vírus e micro-organismos unicelulares. Mas um grupo de cientistas italianos e dinamarqueses descobriram três espécies de animais multicelulares (ou metazoários) com menos de 1 milímetro de comprimento que passam toda a vida em águas privadas de oxigênio no fundo do Mar Mediterrâneo, ao sul da Grécia.

As espécies, do filo Loricifera, ainda não foram batizadas. Elas vivem a mais de 3 quilômetros da superfície, em sedimentos anóxicos (sem oxigênio) na Bacia de Atalanta, um vale no fundo do mar pouquíssimo explorado.

O grupo de pesquisa foi coordenado por Roberto Danovaro, da Universidade Politécnica de Marche, em Ancona (Itália).

Clique aqui para ler a íntegra do estudo, de acesso livre (em inglês)

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1558958-5603,00-DESCOBERTOS+ORGANISMOS+QUE+PASSAM+A+VIDA+SEM+OXIGENIO+NO+FUNDO+DO+MAR.html, em 06 de abril de 2010.)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sapos foram capazes de prever terremoto em L'Aquila, afirma estudo

Cinco dias antes do tremor, número de machos caiu 96%.
Três dias antes do sismo, número de casais caiu para zero.

Sapos mudaram seu comportamento antes de terremoto ocorrido na Itália. (Foto: Artur Mikołajewski/Wikimedia Commons - Creative Commons cc-by-sa)

O comportamento dos sapos durante o período de acasalamento pode possibilitar "prever o imprevisível", ou seja, um sismo, segundo estudo publicado por pesquisadores de uma universidade britânica.

Uma "alteração brusca no comportamento" dos sapos comuns machos (Bufo-bufo) foi percebida "cinco dias antes do sismo" ocorrido na cidade italiana de L'Aquila , no dia 6 de abril de 2009, de acordo com a equipe que vigiava esses anfíbios em seu local de reprodução.

Os resultados obtidos sugerem que "os sapos comuns Bufo-bufo são capazes de pressentir eventos sísmicos importantes e de adaptar seu comportamento em consequência", disse a bióloga Rachel Grant da Universidade Open, em Milton Keynes, Reino Unido.

Junto de seu colega Tim Halliday, da Oxford, ela observava por vários dias os animais a 74 quilômetros de Áquila, no momento em que a cidade foi surpreendida pelo terremoto de magnitude de 6,3 graus, que fez 299 vítimas.

Cinco dias antes do tremor, o número de sapos machos presentes no local de reprodução brutalmente reduziu em 96%, um comportamento "altamente incomum" para esses anfíbios, segundo o estudo publicado no "Journal of Zoology".

"Uma vez que os sapos chegam para se reproduzir, eles ficam habitualmente ativos em grande número no local de reprodução até que o período de acasalamento termine", lembraram Grant e seu colega da Oxford.

Nos três dias precedentes ao tremor, o número de casais caiu para zero.

Depois de terem abandonado o local com a proximidade do sismo, os machos retornaram para lá timidamente na lua cheia. Mas eles eram bem menos numerosos que nos anos anteriores: somente 34, contra 67 a 175 sapos contados no passado.

No dia 15 de abril, tendo se passado vários dias após o terremoto e dois dias depois da sua última réplica importante, o número de sapos continuou mais baixo que de costume.

Os pesquisadores confessam que não sabem ao certo "qual sinal ambiental" os sapos captaram com "tanta antecedência". Mas eles destacaram que a baixa das atividades dos anfíbios coincidiu com as "perturbações pré-sísmicas na ionosfera", camada superior da atmosfera onde os gases são ionizados (elétricos).

Essas perturbações detectadas em radiofrequências baixas podem estar ligadas a vazamentos de radônio, gás radioativo que surge do subsolo terrestre, ou às ondas gravitacionais.

Outros animais como elefantes, peixes, serpentes ou lobos também foram estudados no passado à procura de sinais precursores de sismo, sem, entretanto, fornecer dados tão concretos como os dos sapos.

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1550969-5603,00-SAPOS+FORAM+CAPAZES+DE+PREVER+TERREMOTO+EM+LAQUILA+AFIRMA+ESTUDO.html, em 05 de março de 2010.)

Exposição reúne corpos de vítimas de erupção em Pompéia

Especialistas usaram gesso para conservar esqueletos dos mortos pelo vulcão Vesúvio, em 79 DC.

Em corpo conservado em gesso é possível ver pessoa cobrindo o rosto com lenço. (Foto: BBC)

Uma exposição na Itália mostra os corpos de vítimas da erupção do vulcão Vesúvio sobre a cidade italiana de Pompéia no dia 24 de agosto de 79 d.C.A cidade e o povoado vizinho de Herculano forma cobertos por uma mistura de lava, pedras e cinzas. Estima-se que entre 10 mil e 25 mil pessoas tenham morrido após a erupção.Pompéia foi como que "congelada" no tempo. A quantidade de cinzas e rocha vulcânicas expelidas pelo Vesúvio foi tamanha que os residentes e os animais da cidade foram mortos instantaneamente.
São essas figuras, formadas pelos restos dos corpos fossilizados e cobertos com gesso, que compõe a exposição aberta no Antiquário de Bocoreale, a cinco minutos de carro do sítio arqueológico de Pompéia.

Processo de escavação dos corpos vem ocorrendo desde o século 19. (Foto: BBC)

Alguns corpos revelam detalhes impressionantes. Em uma cabeça, é possível ver a dobra do lenço usado para proteger o rosto das cinzas.

"Até agora, essas figuras estavam dispersas em Pompéia ou em outros museus ao redor do mundo", disse Grete Stefani, a organizadora da exposição. "Elas nunca foram vistas juntas."

Escavações

Os arqueólogos encontraram 1.150 corpos em Pompéia, mas muitos deles estavam danificados demais para serem preservados. Pelo menos um terço da cidade ainda não foi escavado.

O processo de escavação e preservação dos corpos em gesso vem ocorrendo desde o século 19.

As autoridades decidiram realizar a exposição em parte por causa da falta de conhecimento sobre as figuras.

"Muitos visitantes que vêm a Pompéia acreditam que se trata de esculturas, do trabalho de artistas", disse Grete. "Mas eles são os restos de pessoas de verdade."

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1557137-5603,00-EXPOSICAO+REUNE+CORPOS+DE+VITIMAS+DE+ERUPCAO+EM+POMPEIA.html, em 05 de março de 2010.)

Fotógrafo flagra ursa polar e filhote

Após 3 semanas confinados, mamãe saía com filhote pela 1ª vez no Alasca.
Cena rara pode não se repetir mais no futuro, pois espécie está sob risco.
Fêmea de urso polar e filhote recém-nascido são vistos em 24 de março de 2009 na costa ártica do Alaska. A imagem é rara e corre o risco de, no futuro, não se repetir mais, pois os ursos estão em risco por conta do aquecimento polar: uma mamãe ursa mostrando seu filhote pela primeira vez, depois de três semanas confinados em uma caverna gelada. (Foto: Steven Kazlowski/Barcroft Media/Getty Images)
O período que eles passam 'escondidos' é importante para aclimatar o filhote. Depois que os filhotes estão prontos para enfrentar o mundo lá fora, a mãe os leva para o mar para ensinar a caçar focas. As imagens, divulgadas agora, foram tiradas pelo americano Steven Kazlowski, experiente fotógrafo de vida selvagem e ambientalista. Ele viajou pela região no ano passado com a ajuda de um guia esquimó. (Foto: Steven Kazlowski/Barcroft Media/Getty Images)

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1536807-5602,00-FOTOGRAFO+FLAGRA+URSA+POLAR+E+FILHOTE.html, em 05 de março, de 2010.)